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sexta-feira, março 9

Ponte Betinho

Saiu na coluna do Ancelmo Gois de hoje:

Começou a tramitar ontem na Câmara o projeto 3388, que dá à Ponte Rio-Niterói o nome de Herbert de Souza, Betinho, no lugar de Presidente Costa e Silva.
É de autoria de nove deputados do PSOL, do PT e do PSB, integrantes da Comissão de Direitos Humanos, e atende a pleito de várias entidades, como Ibase, Teatro do Oprimido, Iser, Tortura Nunca Mais e Justiça Globa.

quarta-feira, janeiro 26

Betinho é homenageado

O fundador da Ação da Cidadania, o sociólogo Herbert de Souza, Betinho, foi homenageado dar nome a Clínica da Família em Tomás Coelho, iniciativa da Prefeitura do Rio.


Prefeito entrega a primeira Clínica da Família do Grande Méier

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e Hans Dohmann, secretário de Saúde e Defesa Civil, inauguram nesta terça-feira (11), às 10h, a Clínica da Família Herbert de Souza, na região do Grande Méier e Del Castilho, na zona norte carioca.

A unidade é a primeira da região e a 25ª na cidade. Cerca de 20 mil pessoas serão beneficiadas com cinco equipes de PSF (Programa de Saúde da Família) e duas de Saúde Bucal que funcionarão na clínica, que vai homenagear o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, um dos maiores ícones do combate à fome e à miséria do país.

A inauguração acontecerá na avenida Pastor Martin Luther King Junior, entre os números 4.420 e 4.676, em Tomás Coelho, zona norte, próximo à estação do metrô de Tomás Coelho.

sexta-feira, agosto 20

Treze anos após morte, Betinho é declarado anistiado

Treze anos depois de morto, o sociólogo Herbert de Souza, conhecido como Betinho, foi declarado hoje anistiado político. Além disso, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça acatou o pedido de revisão de pensão destinada a sua viúva, Maria Nakano. O benefício passará dos atuais R$ 3.262,39 para R$ 5.557,00 mensais.

Foi estipulada ainda indenização de R$ 207.738,69, referente ao pagamento de atrasados retroativamente a setembro de 2003. Esse valor poderá, no entanto, ser revisto e aumentado pelo Ministério da Justiça.

"Pode ser que esse retroativo seja maior", disse o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão. O valor poderá ser revisto porque, no momento do julgamento, os advogados de Maria Nakano apresentaram documento alegando que o primeiro pedido de anistia de Betinho foi apresentado em 1983.

O ministério tem o prazo de até 60 dias para decidir se acata ou não o pedido de pagar uma indenização maior, que seria referente a atrasados salariais a partir de 1988. Betinho foi desligado do Ministério da Educação, em 1969, no cargo de técnico de assuntos educacionais. Em 1990, ele se aposentou.

Maria também vai ganhar R$ 1.205,12 mensais. Esse valor refere-se ao salário que ela teria se tivesse assumido, em 1970, o cargo de professora primária do Estado de São Paulo. Na época, ela era foragida política e, por isso, não pode tomar posse no cargo. Nakano vai receber ainda R$ 109.103,53 de indenização, referente a atrasados.

A Comissão de Anistia julgou hoje nove processos de perseguidos políticos durante a ditadura militar. Há uma semana, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu revisar indenizações de valores elevados concedidas a anistiados políticos. "Vamos entrar com um recurso contra essa decisão do TCU", afirmou Paulo Abrão. O Ministério da Justiça não tem data ainda para entrar com o recurso. 

Conforme publicado no site do Estadão.

quinta-feira, agosto 6

Herbert de Souza, Betinho

No próximo domingo, dia 9 de agosto, completará 12 anos da morte do criador da Ação da Cidadania, o sociólogo Herbert de Souza, carinhosamente chamado de Betinho.

Segue uma breve biografia dessa importante figura brasileira, que passou a vida lutando por um Brasil melhor.


Se você tem um blog, não deixe de fazer uma postagem sobre o Betinho. Vamos ajudar a manter viva suas idéias.

Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho, (Bocaiúva, 3 de novembro de 1935 — 9 de agosto de 1997) foi um sociólogo e ativista dos direitos humanos brasileiro. Concebeu e dedicou-se ao projeto Ação da Cidadania contra a Miséria e Pela Vida.

Betinho nasceu no norte de Minas Gerais e, como seus irmãos Henfil e Chico Mário, herdou da mãe a hemofilia, e desde a infância sofreu com outros problemas, como a tuberculose. Eu nasci para o desastre, porém com sorte - costumava dizer.

Foi criado em ambientes inusitados: a penitenciária e a funerária, onde o pai trabalhava. Mas sua formação teve grande influência dos padres dominicanos, com os quais travou contato na década de 1950. Integrou a JEC (Juventude Estudantil Católica), a JUC (Juventude Universitária Católica) e, em 1962, fundou a AP (Ação Popular), da qual foi o primeiro coordenador.

Concluiu seus estudos universitários em Sociologia, no ano de 1962). Durante o governo de João Goulart assessorou o MEC - chefiou a Assessoria do Ministro Paulo de Tarso Santos - e defendeu as "reformas de base", sobretudo a reforma agrária.

Com o golpe militar, em 1964, mobilizou-se contra a ditadura, sem nunca esquecer as causas sociais, porém. Com o aumento da repressão, foi obrigado a se exilar no Chile, em 1971. Lá assessorou Salvador Allende, até sua deposição, em 1973. Conseguiu escapar do golpe de Pinochet refugiando-se na embaixada panamenha. Posteriormente morou no Canadá e no México. Durante esse período foram reforçadas as suas convicções sobre a democracia - que ele julgava ser incompatível com o sistema capitalista.

Foi citado como "o irmão do Henfil", que se encontrava no exílio, na canção "O bêbado e a equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc, gravada por Elis Regina à época da Campanha pela Anistia aos presos e exilados políticos. Anistiado em 1979, voltou ao Brasil, onde passou a se dedicar à luta pela reforma agrária, sendo um de seus principais articuladores. Nesse sentido conseguiu reunir, em 1990, milhares de pessoas no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, em manifestação pela causa.

Em 1981, junto com os economistas Carlos Afonso e Marcos Arruda, fundou o IBASE - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas.

Em 1986 Betinho descobriu ter contraído o vírus da AIDS em uma das transfusões de sangue a que era obrigado a se submeter periodicamente devido à hemofilia. Em sua vida pública esse fato repercutiu na criação de movimentos de defesa dos direitos dos portadores do vírus. Junto com outros membros da sociedade civil, fundou e presidiu até a sua morte a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS. Dois dos seus irmãos, Henfil e Chico Mário, morreram em 1988 por conseqüência da mesma doença.

Betinho também integrou as forças que resultaram no impeachment do Presidente da República Fernando Collor. Mas o projeto pelo qual se imortalizou foi, provavelmente, a Ação da Cidadania contra a Miséria e Pela Vida, movimento em favor dos pobres e excluídos.

Morreu em 1997, já bastante debilitado pela AIDS. Deixou dois filhos: Daniel, filho do seu primeiro casamento com Irles Carvalho, e Henrique, filho do segundo casamento com Maria Nakano, com quem viveu 27 anos.

Livros publicados

* Estreitos Nós (crônicas). Editora Garamond
* Em Defesa do Interesse Nacional (coletânea de textos de vários autores, incluindo Barbosa Lima Sobrinho e Fernando Henrique Cardoso). Paz e Terra.
* No Fio da Navalha(biografia). Revan.
* A Cura da Aids (ensaios sobre AIDS e Politica de Saude). Relume Dumará.
* Ética e Cidadania(entrevista). Moderna.
* A Lista de Alice (crônicas). Companhia das Letras.
* Como Se Faz Análise de Conjuntura. Vozes.
* O Estado e o Desenvolvimento Capitalista no Brasil (em co-autoria com Carlos A. Afonso). Paz e Terra.
* A zeropéia (infanto-juvenil). Moderna.
* A Centopéia que Pensava (infanto-juvenil). Moderna.
* A Centopéia Que Sonhava (infanto-juvenil). Salamandra.

Fonte.